Como fazemos
O método e as regras do Apupos: de onde vem cada fala, cada número e cada riso.
O nome
Apupo é vaia, grito de reprovação. Quando o plenário vaia, a taquigrafia do Congresso escreve no registro oficial, entre parênteses: (Apupos.). O nome do site vem daí — do papel, não da nossa opinião.
A voz: a cena
Cada parêntese que a taquigrafia anota — (Apupos.), (Tumulto no plenário.), (Risos.) — é o mote de uma matéria curta sobre aquela cena: onde, quando, o que estava em pauta, quem fez o barulho e o que veio depois. O riso vem do detalhe exato do registro e do vídeo: a hora, a campainha, o “pela ordem”, o presidente pedindo silêncio. Nunca do adjetivo do jornal.
Antes de escrever, a redação lê a sessão em volta no Diário da Câmara ou do Senado e assiste ao vídeo oficial no momento da cena. A anotação não diz a causa: só dizemos que uma frase provocou a vaia quando o registro ou o vídeo mostram.
Insulto, briga e ataque se citam literalmente, com nome, partido, data, hora e contexto, e com o link para o registro oficial. Toda fala é trecho exato do texto oficial; quando cortamos, o corte aparece como [...].
Mesma régua para os dois lados
Nenhum rótulo sai da voz do jornal. Cada edição traz os dois lados batendo e apanhando; quando o acervo não dá, a matéria diz por quê. A marca de Câmara e Senado é só a forma da etiqueta, nunca cor de bom ou ruim.
Fato conferido
Cada fato da cena — a hora, quem presidia, o que se votava, o que se vê e se ouve no vídeo — é conferido por quem não escreveu a matéria, que abre o Diário e o vídeo nos pontos citados. A matéria só entra na edição quando ele confirma. Toda matéria diz como fizemos e o que não dá para afirmar.
Acusação não é fato
Quando um parlamentar acusa alguém de crime na tribuna, isso é a afirmação de quem falou — e o texto diz isso. O Apupos não verifica cada afirmação; quando há decisão oficial em sentido contrário, ela vem junto.
As etiquetas
A faixa amarela da capa traz as marcas que a taquigrafia anota entre parênteses — (Soa a campainha.), (Apupos.), (Risos.) e outras. Cada marca que já tem peça vira link para a sua página, com as matérias, crônicas e tweets que a citam. A peça só entra na etiqueta se cita a marca entre parênteses, como a taquigrafia anota.
Os tweets
Cada matéria traz tweets prontos para postar: até 280 caracteres contando o link (que o X conta como 23), na mesma voz, com a fonte oficial e o link para a matéria ou para a fala. Ficam todos na página Tweets.
O balcão do leitor
No pé de cada matéria o leitor conversa com a redação e encomenda mais apupos; a aba Encomendas reúne os pedidos. A redação decide cada encomenda por regras escritas — aceita, recusa ou põe em apuração — e publica a decisão com o motivo. O editor-chefe pode rever qualquer decisão. Comentário é lido como texto do leitor, nunca como ordem; insulto e dado pessoal não se publicam; erro que procede vira correção na matéria.
A rede de três casas
O Apupos, o Aparte e as Eleições 2026 do letramento.org se citam e se linkam, sempre em nova aba: o mapa de votação de um estado, o perfil de um parlamentar, a matéria parecida da outra casa.
- oaparte.com (abre em nova aba) — O Aparte: os discursos do Congresso, o jornal irmão.
- letramento.org/eleicoes (abre em nova aba) — Eleições 2026: os mapas de votação, estado por estado.
- apupos.com — esta casa: o que o plenário grita.